Estratégia RTS

A Linha do Tempo de Total War

É raro que dois universos colidam de uma forma tão perfeita quanto o que aconteceu com a saga Total War e a franquia Warhammer. Há alguns anos o anúncio do jogo parecia brincadeira, mas agora que Total War Warhammer lançou, tem sido o que a maioria dos gamers de estratégia sonharam por muito tempo. Para ajudar você a entender a linha do tempo desses jogos, resolvemos explicar um pouco sobre cada um deles, desde o longínquo ano de 2000 até essa semana. Pronto? Então vamos lá.

2000-2001 – Shogun: Total War

O primeiro jogo da franquia, que se passava no Japão Feudal, apresentava vídeos interativos nos quais os jogador podia tomar decisões, como converter sua facção ao Cristianismo. Shogun: Total War não foi nem de longe um sucesso, por conta da jogabilidade um pouco diferente da maioria dos RTS da época, mas atraiu uma base fiel de fãs que os seguem até hoje. Algum tempo depois veio a expansão, Mongol Invasion, que adicionava ainda mais horas ao gameplay.

 

2002-2003 – Medieval: Total War

Um dos jogos de maior sucesso da série, Medieval: Total War tem um pequeno problema: ele não roda nos PC Gamers mais modernos, mesmo em modo de compatibilidade. O game, que se passa na idade média, também tinha como proposta que você construísse sua dinastia de uma maneira bem aprofundada. O realismo que o jogo permitia às batalhas foi bem visto pela grande maioria dos críticos, o que só fez com que as vendas decolassem ainda mais.

 

2004-2005 – Rome: Total War

O primeiro capítulo romano da série trouxe algo inovador, além de uma nova engine. Rome: Total War foi o primeiro a incorporar um mapa de movimento livre ao jogo, que até então era feito diretamente por províncias. Situado entre o fim da república e o começo do império, o game permitia assumir o papel de três facções inicialmente, mas conforme você ia jogando, mais opções se tornavam disponíveis. Duas expansões foram feitas para o jogo: Barbarian Invasion e Alexander. Até hoje esse é um dos games mais bem avaliados da saga.

 

2006-2007 – Medieval II: Total War

O segundo capítulo da história medieval não trouxe nada de muito grandioso como o anterior, mas nem por isso chegou a ser um jogo ruim. Muito pelo contrário, a crítica o avaliou muito bem na época do lançamento. Até historiadores disseram que os combates apresentavam uma representação muito fiel daqueles tempos, o que faz do game uma boa pedida para quem curte o gênero.

 

2009 – Empire: Total War

Inaugurando uma nova engine e um novo período histórico, Empire: Total War se passa no século XVIII e traz muitas coisas da época, como a Revolução Industrial, a independência americana e a colonização da Índia. Também foi a primeira vez que a série permitiu batalhas navais em 3D. Também houve uma mudança nas províncias, que adicionava mais realismo ao gameplay. A expansão, Warpath, trazia o jogo até as Américas, onde era possível escolher entre cinco nações nativas.

 

2010 – Napoleon: Total War

Focado na política e na campanha militar da França na época de Napoleão, Napoleon: Total War também se dividia em episódios, acompanhando todas toda a campanha napoleônica desde o Egito até a Europa, culminando na Batalha de Waterloo. Já na Grande Campanha, você podia assumir o papel de muitas nações europeias e lutar pela dominação total. Seu DLC, Peninsular Campaign, permitia lutar pelo controle da Península Ibérica, no papel de Franca, Espanha ou Grã-Bretanha.

 

2011-2012 – Total War: Shogun 2

O retorno às origens não poderia ser mais triunfal. Situado no século XVI de um Japão Feudal, Total War: Shogun 2 suporta mais de 50 mil soldados no campo de batalha, o que foi um avanço imenso com relação ao seu antecessor. A expansão, Fall of the Samurai, introduzia armas de fogo à mistura, mostrando a história por trás da modernização do Japão. Além disso, era possível usar seus navios de guerra para fazer chover chumbo no campo de batalha, aniquilando seus inimigos com poderosas saraivadas de artilharia.

 

2013 – Total War: Rome 2

Com um mapa consideravelmente maior que o capítulo um, Total War: Rome 2 começou a ser desenvolvido junto com Shogun 2, mas acabou sendo lançado posteriormente.  O game apresentava novas features, como uma câmera mais livre no campo de batalha, o que permitia que você visse a luta de quase todos os ângulos. O lançamento inicial não foi nada legal, já que o jogo chegou aos PCs BEM bugado. De lá pra cá, muitos patchs saíram, e eles prometem que já está tudo pronto.

 

2015 – Total War: Attila

Mais sombrio que todos os games anteriores, Total War: Attila tinha um clima de guerra desgastada que foi bem diferente para a série. Foi a primeira vez que você via o impacto da guerra no próprio mapa de campanha. Com várias opções de facções, o jogo é focado nos Hunos e te convida a levar essa facção a vitória em cima dos fragmentos do império romano. A quantidade de DLCs não agradou muita gente, que preferia packs maiores (e mais baratos).

 

2016 – Total War: Warhammer

O que dizer desse jogo que nós mal conhecemos e já consideramos pacas? O novo capítulo da série, Total War Warhammer, trouxe algo nunca antes visto na série (pelo menos não sem MODs): magia. A união de duas franquias de jogos de estratégia gerou um filho quase perfeito. Atualmente o jogo ainda está bem básico, com poucas possibilidades de começar uma nova campanha, mas suspeitamos que em breve irão chover DLCs e MODs. Mal podemos esperar por isso.

 


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